
Fotografias
Julho a três de 2005
Tanta alegria eu sinto
Em me poder expressar.
Lembrando tempos passados
Por mim nunca olvidados
E com tanta alegria lembrar.
Há coisas sempre lembradas
E no coração guardadas
Com saudades no coração.
Mas hoje ressuscitou
E toda a gente lembrou
A bonita tradição.
Assim foi neste dia
Onde se sentiu tanta alegria
Lembrando a tradição.
Não se sentia o calor
De um sol abrasador
Na eira, a malhar o pão.
As pessoas mais velhas lembravam
Noutros tempos, o que passavam
Com o coração de saudades cheio.
Assim com tanta alegria
Tanta gente que se reunia
Para ver malhar o centeio.
Tradição não esquecida
Onde tanta gente se via
Com alegria a transbordar.
Assim naquela eira
Gente vetusta sem canseira
Lembravam jovens a malhar.
Toda a gente trabalhava
E nada os atrapalhava
Trabalhavam com ardor.
O velho rejuvenescia
Com entusiasmo e alegria
Não sentindo o ardente calor.
Viam-se aqueles rostos corados
Sorridentes e suados
Exemplo de valentia.
Quando a borda era virada
A canção da malha era cantada
Vibrante de alegria.
Lá vem a raposa para a eira
Sendo ela manhosa e matreira
Com o rabo pelo chão.
O patrão assim que isto ouvia
Logo se dirigia
Para o lugar do garrafão.
“Malha do pão ou centeio”
Autoria: Senhor Albertino Dias Tomás (Vila Franca da Serra – 03/07/2005)
O patrão com alegria
Também assim dizia
Isto não podia fazer sozinho.
É momento de parar
E também de descansar
Para beber, um copo de vinho.
Os novos é de louvar
Por ter ido ajudar
O velho ou ancião.
Assim os qualificamos
António, Marques e José Ramos
Albano Estrela e Pedro de Vale Tamão.
Eram os homens mais idosos
Valentes e briosos
Merecedores de galardão.
Mostrando com primazia
Antigamente como se fazia
Na eira, a malhar o pão.
Assim a cada momento
Vemos passar assim o tempo
Lembrando com nostalgia.
Um momento ressuscitado
Dentro de nós é lembrado
Com imensa alegria.
Os homens com o mangual
Não encontravam rival
A malhar o pão sem canseira.
As mulheres sacodem a palha
Trabalho que as não atrapalha
Acoanhar o pão na eira.
Toda a gente a trabalhar
Homens, a palha a atar
Todos tinham que fazer.
As mulheres com seu cuidado
Depois do centeio malhado
Com caldeiros o iam erguer.
O centeio depois de erguido
Tudo estava resolvido
Não havia nada a fazer.
O centeio ensacado
E o trabalho terminado
Toda a gente ia comer.
Assim para trabalhadores
Também para os visitores
Ninguém se fez esquisito.
Toda a gente ali comeu
Assim como também bebeu
A sombra do Eucalipto.
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