

Mas vale a pena visitar Linhares também pelos seus largos, como a da Misericórdia, da Igreja Matriz ou do Castelo; pela Calçada romana ou o Fórum; pelas fontes como a Fonte de São Caetano, de estilo barroco, restaurada em 1829; pelas casas populares tradicionais, de paredes de pedra, janelas pequenas e balcões floridos, em harmonia com as casas brasonadas como o Solar de Corte Real, do século XVIII, ou o Solar Brandão de Melo, do século XIX. Vale igualmente a pena visitar as Igrejas, a da Misericórdia instituída como tal em 1576, e a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, hoje Igreja Matriz, que terá sido construída no século XII para o culto de Santa Maria.
De interesse arquitectónico e artístico podemos ainda destacar, para além da Casa da Câmara e do Pelourinho, a Capela da Misericórdia, construída em 1567, que conta com uma Janela (a da Casa de Despacho) de estilo Filipino, e com pinturas no seu interior atribuídas à Escola de Viseu. A Capela de Nossa Senhora da Conceição data do século XVII, tendo presente, características do estilo maneirista português. Em Melo existe ainda a Capela da Nossa Senhora da Ribeira das Almas junto à ponte sob a Ribeira que passa na aldeia. Antes da entrada em Melo surge a Capela da Senhora do Couto. A Capela integrava o Convento de Nossa Senhora do Couto, edificado pelos Senhores de Melo que, no século XIX, com a extinção das ordens religiosas acabou por ficar em ruínas, permanecendo a Capela como lugar de culto e palco de uma participada romaria.
Folgosinho
Diz a lenda que Viriato terá chegado ao cimo de um monte e dito:
"Deixem-me tomar um folegosinho!".
Daí, acreditam alguns, a aldeia ter passado a chamar-se Folgosinho. Há, contudo, quem atribua o feito a D. Afonso Henriques.
Pensa-se ter existido um castelo, ou melhor um castro pré-romano, onde hoje podemos encontrar um morro altaneiro, em posição estratégica.
Os romanos deixaram diversos testemunhos da sua passagem, tais como a Calçada dos Galhardos, de 1250 metros de extensão.
D. Sancho I, em 1187, concedeu Foral à Vila de Folgosinho, que foi confirmado por D. Afonso II. D. Manuel I atribuiu novo Foral à vila em 1512. O Pelourinho foi destruído em 1864 devido ao calcetamento das ruas, sendo reconstituído mais tarde por iniciativa da Junta de Freguesia de Melo, já no Estado Novo, não constando nesta reconstituição qualquer elemento original.
A vila de Melo teve Foral em 1515, concedido por D. Manuel I. O Pelourinho, de estilo manuelino, datado do século XVI, e a Casa das Câmara e Cadeia, do século XVII, onde numa esquina se encontra o brasão do antigo concelho, são a prova de um prestígio e autonomia que viria a ser perdida, sendo Melo, hoje aldeia, integrada, em 1836, no concelho de Gouveia.


Aldeias do Concelho de Gouveia
Melo
Melo foi povoada por fidalgos, primeiro por Gonçalo Sousa, posteriormente por D. Soeiro Raimundo, para celebrar os seus feitos em Jerusalém, num forte chamado Melo, quando acompanhava Ricardo, coração de Leão, rei de Inglaterra, na conquista da Terra Santa, no final do século XII. No século XIII a povoação foi entregue ao cavaleiro D. Mem Soares que edificou o Paço de Melo, os seus descendentes tornar-se-iam Senhores de Melo no reinado de Afonso III. No século XIX o Paço serviu de refúgio ao bispo da Guarda durante as Invasões Francesas. O bispo ficou sepultado na Igreja Matriz de Melo, dedicada a Santo Isidoro.
Nas ruas, largos e recantos de Folgosinho existem ao todo onze fontes de água cristalina, ornamentadas com painéis com versos populares.
A Capela de Nossa Senhora de Assedace, edificada a cerca de 8 km de Folgosinho no sentido da Portela de Folgosinho e do Covão da Ponte, envolta em duas lendas, uma referente à sua construção e outra a um pacto entre a Senhora e o povo de Folgosinho. Todas as Segundas-feiras da Páscoa cumpre-se o pacto entre o povo de Folgosinho e a Senhora de Assedace, através da realização da romaria.
A Senhora de Assedace é a padroeira dos Casais de Folgosinho, “casais” afastados da povoação, onde os habitantes se dedicam a actividades agrícolas, à pecuária, cozem o seu pão e fazem alguns dos melhores queijos da serra. É talvez um dos recantos de mais ruralidade e interioridade da região.
Não obstante a existência de casas e edifícios de arquitectura recente, nomeadamente habitações particulares, o centro da aldeia permanece relativamente fiel a esse traço histórico deixado pelos antepassados, feito da casas de pedra e ruas estreitas, e que é hoje um dos principais chamariz da aldeia.

A Rota das Aldeias Históricas passa por Linhares, uma aldeia que se encontra a 810 metros de altitude, no concelho de Celorico da Beira. Um destino a não perder, que a Quinta do Lagar da Moira recomenda vivamente.
Crê-se que Linhares foi fundada pelos Túrdulos e que o seu nome esteja relacionado com a existência de plantações de linho (Linun), outrora abundantes na região.
Existem nesta aldeia vestígios da passagem dos romanos, dos visigodos, dos muçulmanos e até de povos pré-romanos.

Herdou a estrutura fortificada da época da reconquista cristã, sendo um ponto de vigia privilegiado pelo menos até ao século XVII.
Linhares da Beira foi vila com Foral concedido em 1169 por D. Afonso Henriques, que a havia conquistado aos Mouros. D. Manuel concede novo Foral à vila de Linhares em 1510, numa época de grande dinamismo e importância da vila, então sede de comarca. As transformações económicas, ocorridas na região no século XIX, levam Linhares, vila rural e agrícola, a decair na importância regional, sendo extinto em 1842 o concelho de Linhares.
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